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3 Aviões?!

  • Foto do escritor: Daniela Santos
    Daniela Santos
  • 27 de jan. de 2019
  • 2 min de leitura

Atualizado: 24 de set. de 2020



A pedido de muitas famílias venho por este meio esclarecer o meu nome. É verdade, o nome "A Rapariga que perde Aviões" não é fictício. Eu perdi mesmo um avião, ou melhor perdi três aviões. E sim já ouvi todas as piadas "Uma coisa tão grande?" .... Sim.


Podiam pensar que é algo que só acontece muito raramente. Mas não. Todos os dias tenho quase um mini ataque cardíaco quando estou à procura das chaves de casa e penso que as deixei do lado de dentro da porta e agora não consigo entrar (algo que também já aconteceu mais do que uma vez). E a pior parte é que quando não perdi nada tenho uma enorme sensação de que algo não está bem e que deve haver algo de que eu me estou a esquecer porque não é possível eu "Daniela Santos" ter passado um dia com todos os meus pertences comigo. Mas depois não encontro as chaves e a sensação desaparece e volto ao stress de não saber onde estão as coisas que já me é característico e acolhedor.


Para as pessoas que me conhecem eu perder o avião não é algo assim tão absurdo quanto isso. Todos sabem que desde pequena que perco tudo em todo o lado. Chegar a casa e não ter perdido nada é, neste momento, uma vitória pessoal. Desde pequena que perco casacos, telemóveis, brinquedos, e vontade de comer. Canso-me. Por isso é apenas natural que à medida que o tempo vá passando a minha capacidade de perder coisas vá apenas aumentando, dando-me as skills necessárias para perder algo tão grande como um avião. Perdão, três aviões.


Os meus familiares e amigos já sabem que ir do ponto A ao ponto B podia ser fácil e rápido, mas que eu prefiro ir a C ou D primeiro. Não é por falta de atenção ou com alguma intenção maldosa por trás é simplesmente assim que eu sou. Tenho a característica de conseguir distorcer uma palavra na minha cabeça que faz com que tudo o que podia correr bem não corra por má interpretação minha. Mas isto faz com que todos os dias na minha vida (ou quase todos porque sejamos sinceros ela não é assim tão interessante), sejam um novo capítulo dos livros que eu tanto adorava ler na minha infância intitulados de Uma Aventura. Nunca sabemos bem o que vai acontecer e se uma viagem de A a B não terá duas paragens muito mais giras pelo meio.


Porque a beleza das coisas não está nos planos que fazemos e no tempo contado que temos para lá chegar, mas sim nas coisas que simplesmente acontecem e das quais nós não temos controlo (ou pelo menos eu não tenho). E na verdade o que somos nós sem as histórias e aventuras não planeadas que trazemos connosco?

 
 
 

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