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Ano Novo, Mesmo Eu

  • Foto do escritor: Daniela Santos
    Daniela Santos
  • 31 de dez. de 2018
  • 3 min de leitura

Atualizado: 24 de set. de 2020



Todos os anos ouvimos e dizemos a mesma coisa. Este ano é que é! Vamos entrar no ginásio (ou começar a ir), vamos limpar a casa e deitar fora todas as coisas que já não precisamos ou usamos. Vamos deixar de ligar a pessoas tóxicas e a estar mais tempo com os amigos. Vamos comer melhor, sair mais, ouvir mais música, ler mais livros e passar menos tempo no escritório ou a estudar. Todos os anos é sempre a mesma lengalenga. E no final do ano lá vamos nós todos cheios de confiança num futuro eu heroico que vai chegar só depois de dia 31 de dezembro e salvar esta pessoa preguiçosa que não se conseguiu comprometer com as mesmas resoluções do ano passado.


Eu sou contra todo esse processo. Sou contra toda a ideia de "Ano Novo Vida Nova" ou em Inglês "New Year New Me". Eu sei que não vai ser uma vida nova. Se fosse Ano Novo Vida Nova eu iria acordar dia 1 em Paris e a chamar-me Gonçalo. Mas não. A minha vida continua exatamente a mesma. Dia 1 tenho de me levantar para arrumar a casa de toda a bagunça feita dia 31 e sentar-me à mesa para estudar para o teste da faculdade que vou ter dia 3 (ou então deixo para amanhã porque estou cansada). E nada mudou.


Por isso decidi adotar uma filosofia de vida que decidi partilhar com quem estiver a ler este post, pois assim escusamos todos de mentir a nós próprios e podemos deixar de comer aquelas 12 passas nojentas (que, sejamos realistas, ninguém consegue fazer a contagem, comer as passas e ainda pensar nos 12 desejos tudo ao mesmo tempo).


Invés de esperarmos por um dia futuro para fazer algo, seja a desculpa do "Eu faço isso amanha" ou "Para o ano é que é", temos de ser pragmáticos. Se queremos fazer algo então vamos fazer. Se queremos passar mais tempo com os amigos marcamos almoços entre as pausas do trabalho, ou jantaradas, ou até uma atividade ao fim de semana. E sim já sei "não temos tempo". O tempo é relativo e se pensarmos bem nisso temos sempre tempo para fazer aquilo que o nosso eu preguiçoso gosta de fazer. Aquele scroll de 3 horas no Facebook ou aquelas duas horas a mais passadas na cama ao fim de semana. Por isso que tal roubarmos o tempo que damos ao nosso eu preguiçoso e o usarmos para o nosso eu futuro heroico que, se tiver tempo, não terá de ser futuro. Temos todos os dias de fazer o esforço de roubar tempo a esta sanguessuga que todos temos e "perder tempo" com o que realmente NOS interessa e nos deixa feliz no fim do dia. Porque não vão chegar à noite e pensar "adorei aquelas três horas a comentar e deixar gostos nas publicações dos outros no Facebook", mas sim "aquela hora de almoço soube me mesmo bem".


Não podemos esperar que a nossa vida mude à meia noite de dia 31 se nós não mudarmos com ela. Se não houver esta mudança dentro de nós, a mudança de 18 para 19 não fará sentido e não será nunca suficiente. E por isso deixo aqui uma frase visto que estão todos numa vibe de introspeção:


"The definition of insanity is doing the same thing over and over again, but expecting different results." -Albert Einstein

 
 
 

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