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gAME oVER

  • Foto do escritor: Daniela Santos
    Daniela Santos
  • 7 de mai. de 2019
  • 2 min de leitura

Atualizado: 24 de set. de 2020



Lembram-se dos tempos em que não tínhamos de fazer a nossa cama, ou escolher a própria roupa. Acordávamos com muitos beijinhos, íamos à casa de banho e alguém nos limpava o rabo, a nossa roupa já estava cuidadosamente escolhida em cima da nossa cama, e o pequeno almoço ainda estava quentinho. Lembram-se destes tempos onde não tínhamos de ser nós a fazer as coisas. A acordar com pressa e stressados porque estamos atrasados e invés de um "Bom dia, está na hora de acordar" ouvimos uma música qualquer que um dia decidimos que seria a música perfeita para acordarmos e que nos deixaria cheios de vontade de começar o dia, mas agora só nos apetece amaldiçoar tudo e todos. A ter dilemas todos os dias acerca do que vamos vestir e a comer ou comida congelada ou a escaldar porque deixamos demasiado tempo no micro-ondas.


Tenho saudades desses tempos, onde não tinha de pensar três dias à frente para planear as minhas refeições consoante o tempo que teria para cada uma e se seriam diversificadas o suficiente para sentir que estava a ter uma alimentação minimamente saudável. Hoje já não é assim. E muita coisa mudou.

Acho que muitas pessoas tem um estigma negativo contra a mudança. Não nas coisas básicas como as que acabei de descrever, mas mudar a rotina, de penteado, de vida. Mudar coisas não no sentido de recomeçar um "game over" mas no sentido de se reinventarem e crescerem. Para mim, mudança é um sinónimo ou palavradamesmafamilia de crescimento.


Não podemos crescer se permanecermos sempre iguais. Se fizermos sempre as mesmas coisas nos mesmos sítios com as mesmas pessoas. É preciso termos esta coragem para sair e ir mudar tudo, mesmo o que já está bom. Para ter esta ousadia de querer mais. Saber mais, viver mais. Não é fácil olharmos para uma coisa que sabemos que está bem e que resulta e darmos-lhe a volta. Sermos capazes de "pensar fora da caixa" na nossa própria vida.


Eu ando a fazer um esforço nesse sentido. De tentar mudar e crescer com estas mudanças. Tento ler mais coisas e ver mais coisas diferentes. Aprender mais coisas e tentar criar mais coisas. Coisas diferentes. Coisas que não seriam a escolha obvia. Estou também a tentar reinventar-me. Desfazer-me de tudo o que não faz sentido ter, e não tentar não deixar que nada me defina. A escolha mais "ousada" se é que sequer lhe posso chamar isso foi cortar o cabelo. E sei que para muitos pode nãos ser nada de especial, e até uma maneira de acabar este texto que até estava a ir num bom caminho de maneira ridícula. Mas durante muitos anos eu usei o meu cabelo de uma maneira e comecei a sentir que isso me começava a definir. E à pessoa que eu era. O que não é de todo verdade.


Por isso mudei. E sinto que esta pequena mudança está a abrir portas para muitas outras que tenho agendadas no futuro. Estou agora numa jornada não de começar um jogo e acabá-lo para recomeçar outro, mas num jogo que não acaba e onde eu tenho de estar constantemente a fazer atualizações para que ele não fique lento e sem piada nenhuma.

 
 
 

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