Histórias no Alentejo
- Daniela Santos
- 5 de out. de 2020
- 2 min de leitura

Queridos seguidores e leitores, hoje trago-vos um texto diferente. Há uns dias a minha avó andava a arrumar a casa e encontrou um caderno com coisas escritas. Como alguém que claramente respeita a privacidade dos outros, a minha avó pôs-se a ler – e ainda bem que o fez.
O texto que lá estava tinha sido escrito por mim e por ela (uma colaboração) numa das muitas semanas que ela tomou conta de mim no Alentejo. Tinha eu 10 anos e para variar não queria ir dormir, por isso a minha avó lembrou-se de escrevermos as duas uma história. Vou passar a transcrever:
Avó- Esta semana fui ao Alentejo.
Eu- No Alentejo estava o meu cão que tomou banho no Alentejo.
Avó- Depois do banho ele foi fazer uma corrida.
Eu- Passado muito tempo (depois de ele fazer tudo) fomos às compras e encontramos um gigante.
Avó- Os gigantes são personagens que as pessoas inventam para as suas histórias.
Eu- E como sabem, nos desenhos podemos dar largas à himaginação, não é?
Avó- Claro que sim. Mas voltando ao Alentejo, para além de gigantes imaginários também à coisas belas e mais normais, como campos floridos.
Eu- Nos campos floridos existe àrvores que dançam e animais que falam.
Avó- Os animais falam porque o sol alentejano é muito quentinho as árvores dançam porque sopra uma brisa que ajuda a refrescar, os dias mais quentinhos.
Eu- Sim, mas lá existe uma fonte mágica.
Avó- E dessa fonte mágica brota uma água muito fresquinha que mata a cede a quem lá passa.
Eu- Pois é até á um ou 10 anos aconteceu uma coisa.
Avó- Esta eu não percebi muito bem, mas com os teus 10 anos, já és uma boa contadora de histórias.
Eu- Mas então, não sabes a lenda?
Avó- Lenda ou conto não importa, o importante é ires para a camita e bons sonhos.

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