It's NOT a Wonder Life
- Daniela Santos
- 12 de nov. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: 10 de nov. de 2020
Este trabalho foi talvez o mais difícil de explicar que eu fiz até hoje. O anúncio foi feito para a cadeira de Plano de Comunicação e o trabalho era escolher uma obra uma marca e incorporar a obra no storytelling do anúncio. A obra que eu escolhi foi a Alice no País das Maravilhas e a marca foi a APAV.
Uma vez que esta foi a obra mais escolhida entre os meus colegas tentei pensar em como é que podia adaptá-la e tornar o meu anúncio único ou pelo menos não uma seca – que diga-se de passagem, é o meu objetivo principal em todos estes projetos. A ideia foi então a seguinte: Sabendo que a obra da Alice está cheia de mensagens escondidas criei quatro personagens: a Alice em adulta, a Alice em criança, e o marido Matt em adulto, e Matt em criança.
Da mesma maneira que na obra a Alice cai na toca atrás do coelho, a história começa quando a Alice adulta vai atrás da Alice em criança (são a mesma pessoa, sim eu sei complicado) e depois de a perseguir a Alice em criança mostra-nos que a sua versão em adulta é vítima de violência doméstica por parte do marido. E da mesma maneira que na obra a Alice confronta a Rainha de Copas e saí do País das Maravilhas, a Alice adulta saí da situação ao ligar à APAV.
Já o Matt (que foi a minha maneira “inteligente” de ligar o nome Mad Hatter do Chapeleiro Louco) vive num loop constante do tempo, na obra obcecado com a hora do chá e aqui porque uma vez vítima de violência em criança passou a agressor em adulto perpetuando o acontecimento traumático que viveu. E da mesma maneira que a maneira como na obra falou com a Alice não permitindo que esta se juntasse ao grupo na hora do chá representa um desapego das normas sociais aqui este desapego é apresentado quando este se assume como agressor e bate na mulher.
Não sei se acompanharam ou se isto se quer fez sentido. Se fez excelente, se não vejam apenas o vídeo e apreciem.
Este vídeo foi particularmente difícil de gravar uma vez que como foi gravado em Novembro, tínhamos muito pouca luz e estava a chover em alguns dos takes por isso não podíamos perder muito tempo e tínhamos de andar rápido pelo parque. Para não falar que trabalhar com crianças nem sempre é fácil, muito menos quando estas tem o papel central.
Este foi o resultado final, em baixo deixo também algumas fotografias do behind the scenes.















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