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Nostalgia Constante

  • Foto do escritor: Daniela Santos
    Daniela Santos
  • 2 de nov. de 2018
  • 2 min de leitura

Atualizado: 24 de set. de 2020



Quando somos crianças queremos ser adultos para podermos comer Mc Donald's todos os dias e para podermos ver Televisão sem alguém a relembrar que temos os famosos TPC's para o dia seguinte. Quando somos adultos queremos voltar a ser crianças para não sentirmos o peso das responsabilidades em cima. Para podermos dar uma festa ou fazer uma jantarada de amigos sem nos preocuparmos em limpar a casa depois ou com os emails que temos para ler, ou para irmos gastar 10 euros em doces sem nos preocuparmos com o que isso representa no final do mês.


Acho que com 19 anos não me posso enquadrar em nenhuma destas categorias. Às vezes sinto que quero apenas passar uma tarde a ver filmes e não fazer os trabalhos para a faculdade, outras vezes preferia não ter de dizer que não a uma saída por precisar do dinheiro para pagar o passe do autocarro. A verdade é que estando nesta situação de transição de uma fase para a outra consigo ver que ambas tem os seus aspetos positivos e negativos.


Enquanto somos crianças temos a possibilidade de viajar e conhecer novos lugares (mesmo que seja apenas a 30 min de casa) de graça. Não há qualquer preocupação com reservas, ou dinheiros. Mas por outro lado, não são as crianças que escolhem o destino, e por isso uma criança pode nunca conseguir ter uma viagem de sonho com todas as despesas pagas. Na verdade, esta viagem pode ser uma "grande seca". No entanto quando somos mais velhos já temos essa possibilidade. Podemos finalmente decidir para onde e com quem vamos e fazer as nossas ferias de sonho. Mas aqui já somos nós a pagar e a preocuparmo-nos com as reservas, o que vamos ver ou fazer. Nesta situação ser criança não é melhor que ser adulto ou o contrário. Cada uma das situações tem as suas vantagens. Por isso a minha questão é: "Porque é que não valorizamos apenas o presente e as vantagens que ele nos traz?"


Eu sou uma pessoa nostálgica. Não digo isto por estar constantemente a chorar e a reviver o passado, mas no sentido em que gosto de recordar as coisas que aconteceram e relembrar-me delas. Gosto de olhar para fotografias antigas e ver diferentes pessoas, diferentes ideias, etc. E se pensarmos nisso, estamos sempre a dizer "e lembras-te daquela vez em que...". Muitas vezes estamos tão focados no que foi ou no que poderia ser que deixamos os bons momentos passar por nós sem os aproveitarmos ou vive-los como estes devem ser vividos.


Às vezes temos de parar para nos relembrar que o dia de hoje pode muito bem vir a ser rotulado como parte "dos bons velhos tempos" e por isso à que aproveitar enquanto podemos e não esperar para o recordar e valorizar apenas passados 20 anos.

 
 
 

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