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Segundos Pais

  • Foto do escritor: Daniela Santos
    Daniela Santos
  • 7 de set. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 24 de set. de 2020


Quando somos pequenos não temos grande noção das coisas. Pelo menos eu não tinha. Duvido até que em adultos a tenhamos por completo, uma vez que a verdade é relativa e cada um vê o mundo à sua maneira. No entanto, este desapego e desinteresse se é que lhe podemos chamar assim, está apenas relacionado à ingenuidade da idade e à sua inocência.

Agora que já me posso considerar mais crescida, sinto que consigo ter mais alguma perspetiva, ou pelo menos esforço-me para a ter, sobre os sacrifícios e esforços que os outros fazem. Por eles e por mim.

Este ano, duas pessoas muito importantes para mim, comemoraram os seus 50 anos de casados e não queria deixar passar a ocasião sem poder demonstrar os meus sentimentos através desta minha plataforma. Talvez, também vocês que estão a ler, se possam identificar ou com os casados ou comigo.

Estas duas pessoas são para mim, os meus segundos pais. Um casal que me acompanhou desde pequena e principalmente me aturou. Posso dizer que não trocava a minha infância por outra, muito graças a eles, que quase todos os dias me ajudavam a crescer e a comer a sopa, coisa que nos dias de hoje, continua a não ser tarefa fácil.

Foi com eles que ganhei o gosto pela arte e a pintura, pelos animais e sobretudo quem me ensinou a identificar um arrozal no meio dos campos do Alentejo. Claro que nem tudo foi um mar de rosas, mas para isso tenho apenas a apontar a famosa hora do telejornal onde eu escondia o comando da televisão para não me tirarem do canal panda e mudarem para as notícias.

Ao longo dos anos sinto que cresci muito com estes dois senhores e agradeço todos os esforços e sacrifícios que fizeram por mim, quer eu tenha noção deles ou não. Para contextualizar, agradeço sobretudo o esforço enorme que fazem todos os dias, quando me falam e tentam acertar no meu nome à primeira. Eu já sei que antes de Daniela sou a Cristina, a Dalila e/ou a Rita mas enfim. Eu agradeço na mesma. Porque apesar do nome nem sempre ser o certo, a intenção e o carinho é.

Um grande agradecimento da DANIELA, a neta primogénita

 
 
 

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