Tempo e Paciência
- Daniela Santos
- 24 de nov. de 2020
- 3 min de leitura

Há uns dias pedi-vos que me dissessem temas sobre os quais gostavam que eu escrevesse, de modos que, hoje vou falar sobre uma coisa que me irrita.
Sou uma pessoa que por defeito não tem muita paciência. Talvez por culpa desta geração que vive no imediato, também eu gosto que as coisas sejam rápidas e de me despachar no geral. Este é o defeito que os meus grandes amigos mais me apontam. Não sou paciente em nada. Na faculdade, no trabalho, com amigos etc. Não tenho tempo a perder e por isso não tenho paciência para coisas que me fazem sentir que estou a perder o meu tempo.
No entanto, se há uma coisa que me tira a paciência e me irrita ao ponto de me deixar possessa são as pessoas. Não vocês meus queridos leitores. Mas pessoas no geral. Irritam-me. Não tenho paciência.
Pessoas lentas a andar ou de compreensão cansam-me. E não digo isto por me achar incrivelmente brilhante e genial. Nem de perto nem de longe. Mas cansam-me exatamente por isto, por me achar tão comum e mediana que não consigo perceber quem não consegue acompanhar a minha lentidão.
Pessoas que são mal-educadas e que não têm valores fortes e bem definidos (ou seja, que mudam de opinião como quem muda de cuecas) são pessoa com as quais eu não tenho a mínima vontade de confraternizar. Para mim, as pessoas que me rodeiam têm de me acrescentar alguma coisa positiva, porque se a única coisa que me fazem pensar é “Oh meu deus, como é que esta pessoa está a dizer isto” então prefiro não me cansar.
Eu não penso mal destas pessoas. Não lhes desejo nenhum mal. Quero tudo de bom para toda a gente e todas essas frases lindas que aparecem no feed do Facebook, mas se poderem ter tudo isso longe de mim, eu agradecia.
Há dois anos li um livro que gostei muito pois tocava neste ponto que estou a referir. Chama-se a arte subtil de saber dizer que se f*da de Mark Manson. Apesar do título poder não ser muito convidativo para muitos de vocês foi me recomendado por tantas pessoas que tive mesmo de o comprar (um pequeno à parte é que neste momento o livro encontra-se totalmente destruído porque o meu cão o apanhou uma vez que eu não estava em casa e decidiu passar o focinho e fazer uma leitura breve – escusado será dizer que o título do livro depois deste acidente ficou ainda mais claro).
Um dos capítulos do livro fala sobre como não podemos culpar as outras pessoas pelos nossos sentimentos. Ou seja é claro que se alguém me bater me vai doer e a culpa não é minha por ter um sistema parassimpático a funcionar, mas eu posso escolher ficar chateada e deixar que isso me incomode durante horas ou simplesmente deixar passar.
Claro que não estou a dizer para seguirem as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo e darem a outra face a torto e a direito (sendo que se essa for a vossa crença e o que vos vai na alma então estão à vontade) mas para mim isso significa não perder mais o meu tempo com estas pessoas. Estas pessoas que nos "batem" e que nos tiram a paciência (que é o meu caso) são pessoas com quem eu posso escolher deixar de me afiliar.
Por isso, usem o vosso tempo com quem vos interessa e vos acrescenta e não o gastem a ficar tristes/chateados/irritados ou sem paciência com pessoas ou coisas que não o merecem.

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