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Zona de Felicidade

  • Foto do escritor: Daniela Santos
    Daniela Santos
  • 4 de jul. de 2018
  • 2 min de leitura

Atualizado: 24 de set. de 2020



É engraçado pensar como todos nós, seres humanos, somos tão complexos e obtemos reações estranhíssimas às mais variadas coisas. Muitas vezes, em situações de stress as pessoas têm tendência a rir. Alguns riem quando se parte um objeto de casa sem querer e vão ter de contar à mãe, outros riem em funerais. Todos nós somos diferentes e sentimos o que se passa à nossa volta de maneira diferente, contudo esta mudança de emoções dá-se quando estamos desconfortáveis com algo e quando saímos da nossa zona de conforto.


No outro dia, também eu fui confrontada com esta estranha onda de emoções e reações. Estava a andar na rua e vejo no meio da estrada, um carro à espera que o sinal abrisse. Até agora nada de novo. Mas quem estava a conduzir o carro, era uma pessoa conhecida que eu admirava muito. Fiquei então paralisada e apresentou-se o seguinte dilema da minha cabeça: "falo ou não falo com ele?". Uns segundos depois de estar especada a olhar para o carro já o senhor estava a olhar para mim de volta claramente a pensar que se passava algo comigo. Assim eu atravesso a estrada e pergunto-lhe se podia tirar uma fotografia comigo, visto que não tinha nada que ele pudesse assinar. E esta foi a história de como tirei uma foto quase dentro do carro do senhor enquanto corria contra o tempo da luz vermelha do semáforo.


A verdade é que depois deste encontro, algo se apoderou de mim. Primeiro apressei-me em sair do meio da estrada e depois vi a fotografia. Mas enquanto estava a andar aquelas emoções e reações sobre as quais nós não temos controlo apoderaram-se de mim, e eu não conseguia parar de sorrir. E este sorriso não tinha haver com a ação em si, mas sim com o contexto e a situação em que tinha acontecido. Eu nunca vou pedir as pessoas para tirarem fotos comigo. Sou demasiado envergonhada. Mas desta vez fi-lo em plena faixa de rodagem! Saí da minha zona de conforto e não poderia estar mais feliz e mais entusiasmada. Tinha a adrenalina no sangue e estava pronta para tudo. E isto simplesmente porque durante alguns segundos saí da minha zona de conforto para a minha zona de felicidade.


A nossa zona de conforto, é a nossa "casa". É tudo o que nos faz sentir seguros e confortáveis. Mas temos de ser capazes de sair da nossa zona de conforto para a nossa zona de felicidade e embarcarmos na aventura que nos espera. Nos contos o herói nunca quer sair da sua zona de conforto, mas fá-lo e passa a ser "feliz para sempre". Temos de ser capazes de o fazer e olhar para esta experiência como uma maneira de nos redescobrirmos e até de nos reinventarmos. Afinal de que serve viver uma vida sem nunca tirar as rodinhas da bicicleta?

 
 
 

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